Senão vão acabar dizendo que estou querendo descontar nos alemães, os 7x1 que eles meteram no Brasil na Copa.
* Bom fim de semana.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Algumas reminiscências sobre problemas com SAP no governo
Longevidade
A revenda que venceu o pregão da Telebras em 2012 e até hoje continua fazendo o serviço sem sucesso - Politec Tecnologia (leia-se Indra) - é a mesma empresa que foi montar um ERP para a área de RH do Banco do Brasil e deu pau. O vexame na época foi tamanho que, para o BB não entrar para a história como único banco que não rodou sua folha de pagamento, foi obrigado a fazer um 'downgrade' no módulo SAP e imprimir os contra-cheques através do seu legado.
Oportunismo
Na Caixa Econômica Federal, usaram a CPM Braxis como subsidiária, embora ela seja controlada pela multinacional francesa Capgemini. Foram injetados milhões de reais nesta empresa, que em países sérios deveria ter falido, já que seu faturamento perdia longe para os custos operacionais. Pergunto: Quem mais se beneficiou com o negócio, em valores monetários? Respondo: uma multinacional alemã, que por meio desta "revenda francesa" emplacou um ERP na CEF pela bagatela de R$ 518 milhões.
* Pena que minha memória ande tão fraca.
A revenda que venceu o pregão da Telebras em 2012 e até hoje continua fazendo o serviço sem sucesso - Politec Tecnologia (leia-se Indra) - é a mesma empresa que foi montar um ERP para a área de RH do Banco do Brasil e deu pau. O vexame na época foi tamanho que, para o BB não entrar para a história como único banco que não rodou sua folha de pagamento, foi obrigado a fazer um 'downgrade' no módulo SAP e imprimir os contra-cheques através do seu legado.
Oportunismo
Na Caixa Econômica Federal, usaram a CPM Braxis como subsidiária, embora ela seja controlada pela multinacional francesa Capgemini. Foram injetados milhões de reais nesta empresa, que em países sérios deveria ter falido, já que seu faturamento perdia longe para os custos operacionais. Pergunto: Quem mais se beneficiou com o negócio, em valores monetários? Respondo: uma multinacional alemã, que por meio desta "revenda francesa" emplacou um ERP na CEF pela bagatela de R$ 518 milhões.
* Pena que minha memória ande tão fraca.
Cenas de uma greve na Cobra Tecnologia
Presidente da subsidiária ofídica do Banco do Brasil, Anderson Nobre, conversa com um frango grevista na porta da estatal.
Telebras também alega que compra do SAP se deve às "pressões do TCU"
Um outro argumento levantado pela direção da Telebras para justificar a aquisição de um ERP da SAP por R$ 11,7 milhões é no mínimo polêmico. A estatal de telecom teria adquirido aquele que saiu pelo menior preço, porque é assim que o Tribunal de Contas da União exige dos órgãos públicos federais.
Não consta para esse Blog que algum ministro ou auditor do TCU tenha alguma vez dito que exige que os entes federais escolham o melhor sistema para trabalhar por conta de preço. O que o TCU sempre defendeu é que a compra deva ser "vantajosa", que ela traga resultados para o demandante em sua relação custo/benefício.
O pregão eletrônico traz embutida a ideia de que o preço será menor que o estimado em edital, porque as empresas idôneas sempre acharão um meio de cortar custos ou parte do seu lucro para obter o contrato. Mas a escolha pelo demandante não necessariamente será a da empresa que ofereceu o menor preço mas, sim, o melhor preço, levando sempre em conta que o interesse final é que o serviço seja executado e não inexequível.
"Não Queiroz, o mesmo cara (TCU) que diz que é o mais vantajoso vem aqui e me bate porque eu não compro o mais barato. Falar é uma coisa, fazer é outra", justificou o diretor Técnico-Operacional, Paulo Eduardo Kapp, sobre o processo de compra na estatal.
O que ocorre é que o diretor não acompanhou esse pregão, Kapp não era o resposável pela aquisição do ERP na época, mas tomou para si a responsabilidade de explicar, acreditando inclusive que essa modalidade de licitação teve ampla concorrência, o que não ocorreu.
O preço final ofertado pela CAST Informática S/A ficou cerca de R$ 4 milhões à mais do que o da Politec Tecnologia, mas não foi contestado por ninguém, em virtude de eventualmente haver algum benefício à mais colocado a mesa pela segunda colocada, que pudesse virar o jogo.
Paulo Kapp também isentou a ex-gerente de TI, Marlise Kroth Lippert, afastada do cargo para resolver problemas pessoais, garantindo que nunca houve pressão de ninguém para que fosse escolhido um ERP da SAP. No entanto ele disse que o então presidente, Caio Bonilha, pressionou a direção para que resolvesse logo a questão da definição de um ERP, mas não necessariamente que fosse de alguma empresa.
"Na minha gestão foram à minha sala propor a compra de um SAP e eu coloquei todo mundo para correr. Pra quê eu gastaria num sistema como esse para atender a uns 200 funcionários?" - disse à este Blog o ex-presidente da Telebras, Rogério Santanna, procurado para saber se em sua época já existia a inteção de compra de um ERP.
Ele não disse quem teria ido à sua sala propor a compra de um ERP da multinacional alemã, mas Santanna argumentou que a Telebras não tinha como justificar na sua época a aquisição de um software tão caro, se não tinha sequer faturamento para isso. "Mas com um faturamento de R$ 25 milhões, será que uma empresa privada gastaria R$ 11 milhões para comprá-lo?" - questionou o ex-presidente da estatal.
Não consta para esse Blog que algum ministro ou auditor do TCU tenha alguma vez dito que exige que os entes federais escolham o melhor sistema para trabalhar por conta de preço. O que o TCU sempre defendeu é que a compra deva ser "vantajosa", que ela traga resultados para o demandante em sua relação custo/benefício.
O pregão eletrônico traz embutida a ideia de que o preço será menor que o estimado em edital, porque as empresas idôneas sempre acharão um meio de cortar custos ou parte do seu lucro para obter o contrato. Mas a escolha pelo demandante não necessariamente será a da empresa que ofereceu o menor preço mas, sim, o melhor preço, levando sempre em conta que o interesse final é que o serviço seja executado e não inexequível.
"Não Queiroz, o mesmo cara (TCU) que diz que é o mais vantajoso vem aqui e me bate porque eu não compro o mais barato. Falar é uma coisa, fazer é outra", justificou o diretor Técnico-Operacional, Paulo Eduardo Kapp, sobre o processo de compra na estatal.
O que ocorre é que o diretor não acompanhou esse pregão, Kapp não era o resposável pela aquisição do ERP na época, mas tomou para si a responsabilidade de explicar, acreditando inclusive que essa modalidade de licitação teve ampla concorrência, o que não ocorreu.
O preço final ofertado pela CAST Informática S/A ficou cerca de R$ 4 milhões à mais do que o da Politec Tecnologia, mas não foi contestado por ninguém, em virtude de eventualmente haver algum benefício à mais colocado a mesa pela segunda colocada, que pudesse virar o jogo.
Paulo Kapp também isentou a ex-gerente de TI, Marlise Kroth Lippert, afastada do cargo para resolver problemas pessoais, garantindo que nunca houve pressão de ninguém para que fosse escolhido um ERP da SAP. No entanto ele disse que o então presidente, Caio Bonilha, pressionou a direção para que resolvesse logo a questão da definição de um ERP, mas não necessariamente que fosse de alguma empresa.
"Na minha gestão foram à minha sala propor a compra de um SAP e eu coloquei todo mundo para correr. Pra quê eu gastaria num sistema como esse para atender a uns 200 funcionários?" - disse à este Blog o ex-presidente da Telebras, Rogério Santanna, procurado para saber se em sua época já existia a inteção de compra de um ERP.
Ele não disse quem teria ido à sua sala propor a compra de um ERP da multinacional alemã, mas Santanna argumentou que a Telebras não tinha como justificar na sua época a aquisição de um software tão caro, se não tinha sequer faturamento para isso. "Mas com um faturamento de R$ 25 milhões, será que uma empresa privada gastaria R$ 11 milhões para comprá-lo?" - questionou o ex-presidente da estatal.
Telebras alega que empresas nacionais cobraram o dobro do preço do SAP
O diretor Técnico-Operacional, Paulo Eduardo Kapp, procurou explicar a aquisição do software de gestão administrativa (ERP) da multinacional alemã SAP - que está gerando desde 2012 problemas em sua customização - com alguns argumentos questionáveis.
Mesmo admitindo seu desconhecimento do processo de compra - Kapp não foi diretamente responsável administrativamente pela aquisição - na apuração entre as declarações dele com o que de fato ocorreu na época há uma série de lacunas que ainda precisarão ser preenchidas através de novos esclarecimentos por parte da empresa, de preferência por aqueles que realmente pleitearam a compra.
O Sistema SAP foi adquirido pelo pregão 020/2012 realizado pela Telebras em 19 de junho de 2012 e teve a publicação de sua Ata no dia 12 de julho de 2012. Kapp alegou que a Telebras tentou colocar cláusula de proteção da indústria nacional, mas na época não havia legislação pertinente para preferência no caso do software, só hardware.
"A gente tentou isso por causa da TOTVS, que tinha um ERP também, eles estavam enfrentando problemas em outros lugares mas pelo menos era nacional e atendia o que a gente precisava", explicou o diretor, sem que tenha sido indagado em algum momento por esse Blog a participação desta empresa.
Entretanto o Blog sustenta sua opinião de que a indústria nacional não participa de pregões - pelo menos para vencer - pois é notório que o governo não compra de empresas nacionais, só de revendas de multinacionais.
Kapp disse que todas as grandes empresas no mercado que trabalham com ERP atendiam as especificações do edital. "O que se fez da parte da SAP por intermédio da Indra (quem disputou foi sua "subsidiária" Politec Tecnologia) foi jogar o preço lá embaixo", disse Kapp.
O preço dito por ele foi de R$ 6 milhões. Contudo, na Ata do pregão o preço obtido no pregão foi de R$ 12,7 milhões, que depois de negociado pelo pregoeiro acabou baixando para R$ 11,7 milhões. Mesmo assim, Kapp sustenta que alguns módulos não foram entregues e a Telebras não pagou todo o valor contratado.
"A gente tentou comprar um sistema que fosse o mais padrão possível, menos customizável possível, para não dar problema", alega o diretor, que assegura que em nenhum momento o edital foi direcionado para ser adquirido um ERP da SAP.
"A TOTVS entrou na licitação, atendia a licitação e perdeu por um preço quase duas vezes maior. Você quer que eu faça o quê?", indagou o diretor da Telebras, ao ser questionado por que sempre dá SAP nas licitações do governo.
Direcionado ou não, com preço razoável ou não, o fato que consta na Ata do Pregão 020/2012 da Telebras é que nenhuma empresa nacional, que seja desenvolvedora de ERP, como no caso da TOTVS, participou do pregão. Não consta nessa Ata nenhuma informação sobre a presença desta empresa, que nenhum lance tenha sido dado por ela para obter este contrato, ou de qualquer outra empresa que não seja revenda de multinacional.
Na Ata da Telebras a única informação que consta é de que apenas duas revendas da SAP: Politec Tecnologia (Indra) e CAST Informática S/A, participaram deste pregão. Duas notórias empresas de Brasília, conhecidas no mercado por participarem do SINDESEI - um sindicato criado por elas para defender seus interesses comerciais - que responde a processo por cartel e fraude em licitações, promovido pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, que está sob análise do Cade - Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
Não se tem notícia de que a CAST tenha sido punida no âmbito deste processo. Porém a vencedora do pregão, a Politec, chegou a fazer um "acordo de leniencia" no Cade e pagou multa de R$ 35 milhões para se livar da acusação, e depois colaborou com as investigações. O processo até hoje não teve os seus resultados divulgados pelo Cade, no que se refere as demais empresas envolvidas com o SINDESEI na "Operação Mainframe" deflagrada pela Polícia Federal a pedido da SDE.
Além disso, indagado ao diretor se a Telebras não tinha conhecimento de que esse sistema vem dando problemas de implantação em outras estatais e bancos oficiais, Kapp explicou que, na Telebras, as eventuais falhas não estão relacionadas ao software, mas a migração dos dados armazenados em seu legado.
Não é tarefa fácil, segundo ele, pois a empresa vinha enfrentando na época da aquisição do ERP problemas como a falta de mão de obra especializada, e seu pessoal estava voltado para outras demandas também urgentes como a Copa do Mundo, além do atendimento de auditorias do TCU justamente para o acompanhamento do trabalho de implementação da rede de telecom para o mundial de futebol.
Mesmo admitindo seu desconhecimento do processo de compra - Kapp não foi diretamente responsável administrativamente pela aquisição - na apuração entre as declarações dele com o que de fato ocorreu na época há uma série de lacunas que ainda precisarão ser preenchidas através de novos esclarecimentos por parte da empresa, de preferência por aqueles que realmente pleitearam a compra.
O Sistema SAP foi adquirido pelo pregão 020/2012 realizado pela Telebras em 19 de junho de 2012 e teve a publicação de sua Ata no dia 12 de julho de 2012. Kapp alegou que a Telebras tentou colocar cláusula de proteção da indústria nacional, mas na época não havia legislação pertinente para preferência no caso do software, só hardware.
"A gente tentou isso por causa da TOTVS, que tinha um ERP também, eles estavam enfrentando problemas em outros lugares mas pelo menos era nacional e atendia o que a gente precisava", explicou o diretor, sem que tenha sido indagado em algum momento por esse Blog a participação desta empresa.
Entretanto o Blog sustenta sua opinião de que a indústria nacional não participa de pregões - pelo menos para vencer - pois é notório que o governo não compra de empresas nacionais, só de revendas de multinacionais.
Kapp disse que todas as grandes empresas no mercado que trabalham com ERP atendiam as especificações do edital. "O que se fez da parte da SAP por intermédio da Indra (quem disputou foi sua "subsidiária" Politec Tecnologia) foi jogar o preço lá embaixo", disse Kapp.
O preço dito por ele foi de R$ 6 milhões. Contudo, na Ata do pregão o preço obtido no pregão foi de R$ 12,7 milhões, que depois de negociado pelo pregoeiro acabou baixando para R$ 11,7 milhões. Mesmo assim, Kapp sustenta que alguns módulos não foram entregues e a Telebras não pagou todo o valor contratado.
"A gente tentou comprar um sistema que fosse o mais padrão possível, menos customizável possível, para não dar problema", alega o diretor, que assegura que em nenhum momento o edital foi direcionado para ser adquirido um ERP da SAP.
"A TOTVS entrou na licitação, atendia a licitação e perdeu por um preço quase duas vezes maior. Você quer que eu faça o quê?", indagou o diretor da Telebras, ao ser questionado por que sempre dá SAP nas licitações do governo.
Direcionado ou não, com preço razoável ou não, o fato que consta na Ata do Pregão 020/2012 da Telebras é que nenhuma empresa nacional, que seja desenvolvedora de ERP, como no caso da TOTVS, participou do pregão. Não consta nessa Ata nenhuma informação sobre a presença desta empresa, que nenhum lance tenha sido dado por ela para obter este contrato, ou de qualquer outra empresa que não seja revenda de multinacional.
Na Ata da Telebras a única informação que consta é de que apenas duas revendas da SAP: Politec Tecnologia (Indra) e CAST Informática S/A, participaram deste pregão. Duas notórias empresas de Brasília, conhecidas no mercado por participarem do SINDESEI - um sindicato criado por elas para defender seus interesses comerciais - que responde a processo por cartel e fraude em licitações, promovido pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, que está sob análise do Cade - Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
Não se tem notícia de que a CAST tenha sido punida no âmbito deste processo. Porém a vencedora do pregão, a Politec, chegou a fazer um "acordo de leniencia" no Cade e pagou multa de R$ 35 milhões para se livar da acusação, e depois colaborou com as investigações. O processo até hoje não teve os seus resultados divulgados pelo Cade, no que se refere as demais empresas envolvidas com o SINDESEI na "Operação Mainframe" deflagrada pela Polícia Federal a pedido da SDE.
Além disso, indagado ao diretor se a Telebras não tinha conhecimento de que esse sistema vem dando problemas de implantação em outras estatais e bancos oficiais, Kapp explicou que, na Telebras, as eventuais falhas não estão relacionadas ao software, mas a migração dos dados armazenados em seu legado.
Não é tarefa fácil, segundo ele, pois a empresa vinha enfrentando na época da aquisição do ERP problemas como a falta de mão de obra especializada, e seu pessoal estava voltado para outras demandas também urgentes como a Copa do Mundo, além do atendimento de auditorias do TCU justamente para o acompanhamento do trabalho de implementação da rede de telecom para o mundial de futebol.
Telebras admite que SAP ainda não foi implantado e atrasará balanço
Fui procurado ontem (27) pelo diretor Técnico-Operacional, Paulo Eduardo Kapp, que me fez alguns esclarecimentos sobre o fato de a Telebras ainda não ter entregue o seu balanço financeiro, por conta de demora na implantação de um ERP da multinacional alemã SAP.
Primeiro, esclareceu que o atraso na entrega do balanço financeiro não está relacionado ao do ano de 2013. Este foi divulgado este ano e encontra-se no site da Telebras.
Segundo ele, o balanço financeiro de 2014, com os dados parciais de cada trimestre (ITRs) é que encontra-se atrasado na divulgação e a perspectiva é de que todos os dados somente serão conhecidos no ano que vem.
Kapp também informou que a Comissão de Valores Mobiliários está ciente do problema e, embora ainda não tenha se pronunciado oficialmente, a tendência é de que a Telebras acabe recebendo uma multa pelo atraso na divulgação dos ITRs.
No dia 14 de novembro a Telebras informou à CVM que apesar dos esforços, as informações trimestrais não poderiam ser anunciadas pela empresa, em virtude de problemas com a implantação do ERP adquirido junto à SAP, através da revenda Politec Tecnologia, empresa nacional adquirida pela multinacional espanhola Indra.
Porém reiterava que "o faturamento e as receitas continuam crescentes e as liquidações de despesas correntes continuam a ocorrer na mais absoluta normalidade", assim como, "o pagamento a fornecedores". Acrescentou que o Planejamento Estratégico da empresa também permanece em pleno andamento.
Paulo Kapp também fez uma série de considerações para desmentir o teor da nota deste blog, que pode ser acessada mais abaixo, sobre o processo de compras do ERP, e também sobre a atuação da então gerente de TI, Marlise Kroth Lippert, embora alegue que sua diretoria não era responsável diretamente pela compra, na época (2012).
* Devido ao tamanho do conteúdo, dedicarei o assunto em novos "posts" que serão publicados ainda hoje. Aguardem, mas adianto desde já que há controvérsias entre o que foi declarado por Kapp e o que este Blog apurou a partir de então.
Primeiro, esclareceu que o atraso na entrega do balanço financeiro não está relacionado ao do ano de 2013. Este foi divulgado este ano e encontra-se no site da Telebras.
Segundo ele, o balanço financeiro de 2014, com os dados parciais de cada trimestre (ITRs) é que encontra-se atrasado na divulgação e a perspectiva é de que todos os dados somente serão conhecidos no ano que vem.
Kapp também informou que a Comissão de Valores Mobiliários está ciente do problema e, embora ainda não tenha se pronunciado oficialmente, a tendência é de que a Telebras acabe recebendo uma multa pelo atraso na divulgação dos ITRs.
No dia 14 de novembro a Telebras informou à CVM que apesar dos esforços, as informações trimestrais não poderiam ser anunciadas pela empresa, em virtude de problemas com a implantação do ERP adquirido junto à SAP, através da revenda Politec Tecnologia, empresa nacional adquirida pela multinacional espanhola Indra.
Porém reiterava que "o faturamento e as receitas continuam crescentes e as liquidações de despesas correntes continuam a ocorrer na mais absoluta normalidade", assim como, "o pagamento a fornecedores". Acrescentou que o Planejamento Estratégico da empresa também permanece em pleno andamento.
Paulo Kapp também fez uma série de considerações para desmentir o teor da nota deste blog, que pode ser acessada mais abaixo, sobre o processo de compras do ERP, e também sobre a atuação da então gerente de TI, Marlise Kroth Lippert, embora alegue que sua diretoria não era responsável diretamente pela compra, na época (2012).
* Devido ao tamanho do conteúdo, dedicarei o assunto em novos "posts" que serão publicados ainda hoje. Aguardem, mas adianto desde já que há controvérsias entre o que foi declarado por Kapp e o que este Blog apurou a partir de então.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Dilma está preocupada com a greve na Cobra Tecnologia
Nossos correspondentes flagraram a presidenta Dilma na boca do caixa, juntando uns trocados para pagar os funcionários da Cobra Tecnologia, em greve desde ontem em todo país.
SAP atrasa balanço da Telebras
Estamos no fim do ano, mas até agora a Telebras não divulgou o balanço financeiro da companhia de 2013 e nem tampouco a Comissão de Valores Mobiliários se pronunciou contra a empresa, que tem ações na Bovespa e precisaria prestar contas dos resultados contábeis aos acionistas.
O problema decorre de uma falha na implantação de um ERP fornecido pela multinacional alemã SAP. Mais um pepino em empresa estatal que optou por esse sistema de gestão administrativa, enquanto dão uma banana para a indústria nacional.
O ERP (Systems, Applications e Products -SAP) foi adquirido, meio que na marra, na gestão do então presidente, Caio Bonilha. Na época quem se esmerou bastante pela aquisição foi a funcionária Marlise Kroth Lippert, Gerente de TI (foto) e que assessorava diretamente o presidente da empresa, na defesa da implantação deste software.
Bonilha já saiu da Telebras, enquanto que Marlise permanece, mas sequer foi responsabilizada na atual direção pelo erro cometido.
O custo dessa brincadeira foi estimado em R$ 20 milhões e já teria sido pago à SAP pela Telebras. Tentei ter acesso a supostos documentos elaborados por técnicos da estatal, que não recomendavam a aquisição do ERP e sua implantação. Mas esses pareceres estão escondidos em alguma gaveta pelos responsáveis na compra.
*As relações deste governo com a SAP já dariam uma CPI no Congresso, uma vez que os organismos de controle fazem vistas grossas para o assunto.
O problema decorre de uma falha na implantação de um ERP fornecido pela multinacional alemã SAP. Mais um pepino em empresa estatal que optou por esse sistema de gestão administrativa, enquanto dão uma banana para a indústria nacional.
O ERP (Systems, Applications e Products -SAP) foi adquirido, meio que na marra, na gestão do então presidente, Caio Bonilha. Na época quem se esmerou bastante pela aquisição foi a funcionária Marlise Kroth Lippert, Gerente de TI (foto) e que assessorava diretamente o presidente da empresa, na defesa da implantação deste software.
Bonilha já saiu da Telebras, enquanto que Marlise permanece, mas sequer foi responsabilizada na atual direção pelo erro cometido.
O custo dessa brincadeira foi estimado em R$ 20 milhões e já teria sido pago à SAP pela Telebras. Tentei ter acesso a supostos documentos elaborados por técnicos da estatal, que não recomendavam a aquisição do ERP e sua implantação. Mas esses pareceres estão escondidos em alguma gaveta pelos responsáveis na compra.
*As relações deste governo com a SAP já dariam uma CPI no Congresso, uma vez que os organismos de controle fazem vistas grossas para o assunto.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
O pau está quebrando por causa do comando da Internet
De "progressista", Brasil agora é chamado de "neoliberal" por conta de mancadas políticas que andou dando.
Brasil vira alvo na guerra fria pelo comando da Internet - Convergência Digital - Internet
Brasil vira alvo na guerra fria pelo comando da Internet - Convergência Digital - Internet
Sede da Cobra Tecnologia está vazia
Nossos correspondentes infiltrados no movimento paredista flagraram a sede da Cobra Tecnologia totalmente vazia esta manhã.
Foi deflagrada hoje a greve geral, por tempo indeterminado, em todo o pais, na subsidiária ofídica do Banco do Brasil..
* E tudo por causa de uma merreca de aumento de R$ 500, nos salários.
Foi deflagrada hoje a greve geral, por tempo indeterminado, em todo o pais, na subsidiária ofídica do Banco do Brasil..
* E tudo por causa de uma merreca de aumento de R$ 500, nos salários.
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