sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

NOVO ENDEREÇO DO BLOG

Na realidade, quem me acompanha há muito tempo sabe que apenas retornei para o meu velho endereço: www.capitaldigital.com.br.

No entanto, manterei esse endereço no Blogger, embora não mais pretenda atualizá-lo, para quem desejar saber informações dos últimos cinco meses.

Além de www.capitaldigital.com.br também uso o endereço alternativo: www.capitaldigital.blog.br.

Meus contatos não mudaram: qbrasilia@gmail.com
celular: 61 - 8270 5100
Skype - queirozdf

*Bom fim de semana.

Bom filme e fim de semana

*Recomendo para este fim de semana: Citizenfour

PT terá de compor com o PMDB na TI/Telecom

Os petistas já receberam um recado da presidenta Dilma. Após o Carnaval o partido terá de aceitar uma regra que parece não valer para os demais: ceder espaços no governo, sobretudo nas áreas de TI/Telecom.

A presidenta quer fazer um "varejão" com o PMDB, de forma a quebrar resistências de alguns líderes e colocar a base deste partido para migrar mais em direção ao governo. Com isso, isolaria  o deputado Eduardo Cunha (RJ) e sua candidatura à presidência da Câmara.

Para tanto, ministros petistas já foram avisados que em suas pastas e nas estatais serão necessários aceitar nomes, indicações do PMDB para compor em secretarias e diretorias de empresas.

* Serpro e Dataprev, as maiores estatais de TI do governo também estão na mira.

Por falar em banda larga

O ministro Berzoini ainda não tem nomes para ocupar essa secretaria.

Como dá ao assunto muito mais importância do que aparenta, não quer errar na mão e deixar a presidenta Dilma exposta com uma promessa que não cumpriu.

Sugiro buscar alguém que tenha experiência comprovada no assunto. Essa não é uma secretaria para, nesta altura do campeonato, o sujeito chegar pensando que irá reiventar a roda.

E de preferência que trate inclusão digital como programa de governo e banda larga como meio ou infraestrutura de acesso.

O serviço em si, seu preço, questões de neutralidade, etc, que sejam assuntos para o mercado se entender em competição, com a Anatel e organismos de Defesa do Consumidor mediando e regulando.

* Não esquecendo que tem uma Telebras e provedores prontos para induzir eventuais mudanças de comportamento do mercado e operar onde ele se fingir de morto, por achar que "não dá lucro". Faça valer o que o decreto de reativação lhe destinou como missão.

Banda larga no foco

Se bem entendi, para o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, ampliar o acesso à banda larga é prioridade na sua pasta. Ele lembra que a presidenta Dilma tornou isso como compromisso de campanha.

Mas ele tem dificuldades de encontrar interlocutores confiáveis, por entender que muitos grupos confundem inclusão digital só como acesso à banda larga. Berzoini parece ter visão diferente do assunto.

*E eu comungo dessa ideia há anos, desde que o governo lançou o "Computador para Todos", mas só depois caiu na real e pensou no "PC Conectado". Num tempo que o acesso discado ainda era gratuito.

Estaca zero na indicação de Bittar

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, conversou com o ex-deputado Jorge Bittar (PT-RJ), mas não ficou convencido de que ele tenha as credenciais necessárias para ser presidente da Telebras.

Bittar continua na agenda do ministro, mas ele ainda não definiu se vai mesmo para lá, ou se assume uma secretaria no ministério ou uma vaga aberta no Conselho Diretor da Anatel.

* Tudo se ajeita após o Carnaval, mas eu não faria crediário nesse momento, se fosse diretor daquela estatal.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A fila anda

O presidente da Anatel, João Rezende, voltou das férias e pelo que soube está cheio de gás.

Sinal de que teremos vagas abrindo em superintendências, que aparentemnente não "deram no couro".

*Corram para as montanhas!!!

A culpa não é do investidor

Pelas mensagens que recebi fui mal interpretado por não ter citado a participação da TOTVS Ventures no processo de venda da startup ZeroPaper para a norte-americana Intuit.

Não citei porque entendo que a empresa, como investidora, cumpriu o seu papel. Mas se o mercado brasileiro não soube manter a empresa, a culpa não é dela. Nem tampouco dos demais investidores ou da aceleradora 21212, participante do programa Start Up Brasil.

Eu vejo como culpa, um país que lança um programa apostando nisso mesmo: exportar talentos e não retê-los.

Pode-se alegar que "não há mercado aqui para eles" (?)

Se o governo fizesse o seu dever de casa, de ser o indutor de compras no mercado nacional, usando esse seu poder para alavancar a indústria nacional, sobretudo a que está investindo em novos talentos, não veríamos jovens se mandando do Brasil para ir ganhar espaço no mundo, seja como uma startup ou empregado de multinacional.

Da mesma forma que não veríamos um governo comprando ERP superfaturado de uma subsidiária francesa, desconsiderando soluções similares produzidas aqui.

* Isso é reserva de mercado? Não. Reserva de mercado é o que estamos fazendo para empresas do Vale do Silício, quando selecionamos os melhores da nossa indústria e os mandamos para lá ou as tornamos subsidiárias deles para "atender ao mercado brasileiro".

Por amor à causa

As nomeações de segundo escalão no MCTI estão travadas até que saia os resultados da eleição para a presidência da Câmara, mas pelo menos o ministro Aldo Rebelo já garantiu o seu.

Ele foi nomeado hoje pela presidenta Dilma, para membro do Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP, na qualidade de "representante da área de pesquisa, desenvolvimento e tecnologia de serviços e da área financeira". Aldo terá mandato de dois anos e também presidirá este Conselho.

*Mas parece que lá não pagam salário. A coisa é feita por "patriotismo".

Parque tecnológico das tartarugas

Há mais de 11 anos se fala em implantar um parque tecnológico em Brasília, mas entra governo e sai governo: nada.

O Governo Agnelo Queiroz, o último a sair e que hoje não sei se defino como fraude ou estelionato eleitoral, chegou a colocar editais na praça para licitações de obras etc e tal.

Nada saiu do papel e tudo será revisto agora no governo que entra, com Rodrigo Rollemberg.

No local destinado ao parque, que tomou conta de uma parte de uma reserva ambiental - e só saiu depois de longa briga com o Ibama local - só chegou a ser instalado um datacenter, dividido entre a Caixa Econômica e o Banco do Brasil. 

De resto, tem uma subestação da CEB que atende esse empreendimento e uma parte da ponta da Asa Norte, que não sei bem como sustentará com energia, caso um parque tecnológico realmente seja instalado lá.

O resto é mato.

Enquanto isso, em Pernambuco já se fala em construir mais três parques tecnológicos. Eu disse três!!! Leiam Aqui.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Para conhecimento do Brasil

Se desejarem conhecer outras importantes startups brasileiras cliquem no link abaixo:

http://convergenciadigital.uol.com.br/ustart2014/

ZeroPaper: startup brasileira vendida para os EUA

Tive o prazer de conhecer essa startup quando ele se apresentou no U-Start Conference Brazil. A turma estava nervosa, pois dali poderiam obter algum grande negócio com os europeus.

No fim, acabaram ficando com os norte-americanos.

E eu pergunto: vamos apoiar, subsidiar, preparar esses garotos para outros mercados? Para depois venderem suas soluções no Brasil?

Para pensar na cama

Aí faço a seguinte pergunta para os próceres que cuidam do programa Starup Brasil: estamos no caminho certo?

Norte-americana Intuit adquire startup brasileira ZeroPaper

Novos aplicativos nacionais

Aprovados novos pacotes de aplicativos nacionais para smartphones, pelo Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia, da Secrfetaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações.

Desta vez foram as empresas Sony Mobile, Motorola Mobility e Positivo Informática. Com isso, as empresas poderão ter acesso às desonerações fiscais previstas pelo governo.

Vejam as listas de aplicativos das três empresas:



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Escândalos da Caixa são casos de polícia

Se a presidenta Dilma tiver algum apego ao cargo, espero que lime toda a direção da Caixa, de cima para baixo, não poupe ninguém, nem os que sabem de tudo e se omitem. Tem gente ali que já está devendo cadeia há muito tempo, mas é questão deste governo ter vergonha na cara.

Mais um capítulo nos escândalos de criações de "empresas", com vínculos e amparos em multinacionais de Tecnologia da Informação. Já denunciei os dois casos: um envolve a CPM Braxis e este de agora que envolve a IBM. Parece que as coisas continuam andando e há resistência nos órgãos de controle para se comprar a versões defendidas pelo banco oficial.

Resta saber se o TCU e a CGU vão segurar esse pepino, ou encaminhar tudo para o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.

* Leiam a novidade que saiu em O Globo, que eu transcrevo abaixo:

Caixa Econômica Federal admite compra de CNPJ para empresa

BRASÍLIA - A diretoria da Caixa Econômica Federal (CEF) defendeu a criação e a contrataço sem concorrência pública de uma empresa paralela à estrutura do banco e admitiu que o empreendimento foi transferido para uma sala comercial “vazia” em Salvador e com “toda a estrutura desmobilizada”. Em entrevista ao GLOBO, o diretor-geral da CaixaPar, Carlos Magno da Cruz, disse que o braço da CEF não estruturou a empresa, mas comprou um “CNPJ de prateleira”, prática que ele diz ser comum no mercado.

O diretor jurídico do banco, Jailton Zanon da Silveira, disse que a empresa não é uma sociedade de propósito específico (SPE) e que a dispensa de licitação para um contrato de R$ 1,2 bilhão tem amparo legal.

O GLOBO mostrou nesta segunda-feira que a CEF constituiu a MGHSPE Empreendimentos e Participações S.A., cujo acionista majoritário é a IBM Brasil. Depois, contratou a empresa, sem licitação, para prestar serviços na originação de crédito imobiliário, com o valor de R$ 1,2 bilhão.

Todos os pareceres técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o negócio, em processo que tramita sob sigilo, apontam que o modelo de negócio adotado foi uma SPE, que há o risco de descontrole de contratações de empresas sem licitação e que a escolha da IBM foi “obscura” e não “impessoal”. O contrato está suspenso desde dezembro de 2012, por medida cautelar do TCU.

O primeiro endereço da empresa, conforme o estatuto social e o acordo de acionistas, foi no prédio da Caixa, na Avenida Paulista, em São Paulo. Os registros da Junta Comercial mostram que o nome do empreendimento foi alterado para Branis e a sede, transferida para Salvador em 7 de janeiro de 2013, poucos dias após a suspensão do contrato. Segundo o diretor da CaixaPar, uma das sócias da empresa, a transferência já havia sido decidida em setembro de 2012.

— Nós não montamos um CNPJ, mas compramos um CNPJ de um escritório, para eliminar o tempo inicial de espera da montagem da empresa. É um CNPJ de prateleira, procedimento comum de mercado. A sede da Caixa foi um endereço provisório. A decisão de mudar para Salvador levou em conta localização, custo de aluguel, mão de obra e tributos — disse Carlos Magno.

Segundo o diretor, a suspensão do contrato levou à “desmobilização” da estrutura montada na sala comercial em Salvador. Contratos de aluguel com galpões foram desfeitos, disse. Magno afirmou que a sala está vazia, sem empregados. Após a entrevista, pela assessoria de imprensa, ele acrescentou a informação de que “há três empregados, nenhum deles do quadro da Caixa”.

O diretor jurídico da CEF disse que o banco apresentará ao TCU a defesa da empresa criada e do contrato assinado. Segundo ele, a instituição já defendeu junto ao TCU que o empreendimento não é uma SPE, que ficou comprovado o controle da Caixa no negócio e que a dispensa de licitação tem amparo em lei de 2009, que permite ao Banco do Brasil e à Caixa a constituição de controladas para atuar em determinados ramos de negócio.

— Todas as grandes instituições financeiras têm empresas da mesma natureza em suas estruturas. A Caixa precisa de competitividade — disse Silveira.